Depois de muita espera, a nova geração começa a dar seus primeiros sinais de vida. Já conhecemos o PlayStation 4, e os detalhes sobre o sucessor do Xbox 360 surgem como boatos aqui e ali, deixando todo mundo empolgado com o que está por vir. Como não se animar com todas as novidades apresentadas e com aquelas que ainda serão anunciadas?
No entanto, sabemos que hardware e recursos são apenas uma pequena parcela daquilo que queremos da nova geração. De nada adianta termos dezenas de novidades nos controles ou no próprio sistema se os jogos não apresentarem um salto que justifique a mudança. Afinal, o que todos esperamos é exatamente um espetáculo visual; é quebrar todas as barreiras existentes no PlayStation 3 e no Xbox 360.
E os estúdios já estão preparando suas armas para que isso aconteça. Desde o anúncio do PS4, as desenvolvedoras vêm apresentando os motores gráficos que estrearão nos consoles vindouros e, à sua maneira, impressionando os jogadores com tecnologias inéditas ou simples melhorias naquilo que já era bom.
Aos poucos, as engines do futuro começam a aparecer e a mostrar para o que vieram.
Unreal Engine
Um novo mundo ao seu alcance
Como não poderia deixar de ser, o sucessor de uma das engines mais populares da atualidade deve manter sua tradição na próxima geração. A Unreal Engine 4 foi apresentada oficialmente pela Epic Games durante a Game Developers Conference 2013, embora alguns vídeos demonstrativos tivessem sidos divulgados antes disso, e deixou muitos queixos caídos.
Essas “prévias” serviram para mostrar ao jogador um pouco daquilo que podemos esperar em nossos futuros consoles. As cenas apresentadas em Elemental e Infiltrator, as duas mais recentes apresentações do motor gráfico, vieram exatamente para dar uma palhinha sobre o que vem por aí.
A primeira nos levou a um mundo medieval, mais especificamente ao covil de alguma entidade que, com um único movimento, é capaz de despertar a fúria de um vulcão. Nela, podemos ver o potencial da tecnologia na criação de um ambiente vivo, principalmente na transição de luz e sombra, movimentação de partículas e no próprio nível de detalhes.
Já em Infiltrator, a Epic Games exibiu o poder da Unreal Engine 4 com um ambiente futurista, com robôs e armaduras vindos de uma ficção científica qualquer. Desse modo, o estúdio revela que seu motor consegue gerar uma iluminação dinâmica em diversos aspectos, principalmente ao permitir que efeitos de reflexo em determinadas estruturas alcancem um nível de realismo impressionante.
E não se trata apenas de luzes e modelagem. A nova versão da Unreal também aprimora a física e o movimento das estruturas criadas, trazendo um salto significativo em relação à sua antecessora. Na cena da lava, perceba que tudo flui de maneira crível e respeitando aquilo que realmente acontece na natureza — cortesia da tecnologia PhysX da NVIDIA.
No entanto, os aspectos visuais não são o único trunfo da Epic para com sua engine. Como apresentado pela empresa na GDC 2013, o que vai fazer com que o motor gráfico se popularize e seja o queridinho dos desenvolvedores — e, portanto, repetindo o que aconteceu com a Unreal 3 — é a facilidade de uso.
A ideia é que, com a Unreal Engine 4, qualquer pessoa com a mínimo de conhecimento em programação e nas linguagens básicas de produção possa criar seu próprio jogo. As ferramentas oferecidas prometem ser bem acessíveis e intuitivas, tanto que muitas das estruturas mais simples já estarão prontas, bastando que você faça apenas as alterações necessárias para dar vida àquilo que está na sua mente.
Ela já foi confirmada como presença garantida no PC e PlayStation 4, embora seja muito provável que o próximo Xbox também deve recebê-la em um futuro breve. O Wii U, por outro lado, ficará de fora.
Frostbite 3
Aprimorando o que já vinha sendo feitoQuando a Frostbite 2 chegou aos consoles, em Battlefield 3, muita gente enlouqueceu com as possibilidades que o motor gráfico trazia aos combates do FPS. E a DICE quer repetir a experiência com a nova versão de sua engine.
A tecnologia foi apresentada juntamente com o anúncio de Battlefield 4, indicando que muito daquilo que vimos em 2011 deve voltar a aparecer na próxima geração, mas em um novo nível de qualidade. E diante das críticas sobre o que deveria ser chamado de “Frostbite 2,5”, é preciso lembrar que a proposta é exatamente fazer essa evolução e não reinventar nada.
Por isso, não espere nada revolucionário, apenas um aperfeiçoamento na forma como os elementos se apresentam. Assim como em seu antecessor, a destruição parece ainda mais devastadora e, combinada com a iluminação de qualidade, faz com que a presença de partículas no ambiente torne a guerra muito mais verossímil. Nuvens de poeira e fumaça estão muito mais convincentes graças à maior quantidade de partículas em cena.
No entanto, para a DICE, o principal mérito da Frostbite 3 não é aproximar a guerra do jogador apenas em termos visuais. De acordo com o estúdio, a ideia é criar um realismo que permita aos desenvolvedores contarem histórias melhores — algo que já foi prometido para Battlefield 4.
Assim como a Unreal Engine 4, o motor não terá suporte ao Wii U.
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